Sobre nós

Um pouco da história que nos trouxe até aqui
Quando os primeiros imigrantes italianos chegaram ao Rio Grande do Sul, em 20 de maio de 1875, se depararam com terras de mata virgem, nas Serras com acesso mais difícil e no Planalto, em colônias distantes dos centros urbanos e geralmente sem nenhuma infraestrutura.

As primeiras povoações se deram em Garibaldi, Bento Gonçalves, Caxias e Silveira Martins, onde as famílias recebiam pequenos lotes que variavam de 15 a 35 hectares de florestas. Com o tempo, essas famílias criaram vilarejos parecidos com aqueles da sua terra natal, no norte da Itália.

Na época a Itália ainda não era um país consolidado, e vivia envolto em conflitos internos e externos. Cada região tinha autonomia, costumes e dialetos próprios. A pobreza, as guerras e a falta de perspectivas levaram mais de 11 milhões de cidadãos a deixarem a Itália até as primeiras décadas do século XX. Perto de 100 mil chegaram ao Rio Grande do Sul.

Conta-se que nos porões dos navios, abarrotados de famílias lombardas, vênetas e piemontesas (as primeiras a chegarem ao sul do Brasil), os viajantes tinham dificuldades para se entenderem, devido ao diferentes dialetos.

Então essas famílias subiram serras e desbravaram novas terras, criaram raízes e misturaram suas diferentes culturas. Assim como os dialetos, os costumes e, claro, a culinária daqueles povos foram se mesclado para criar a identidade colonial italiana do estado, com suas peculiaridades como o dialeto Talian e a farta mesa de cada dia.

As tradições (e receitas) trazidas da Itália foram misturadas e adaptadas aos ingredientes disponíveis nas colônias, e com o passar do tempo consolidaram uma das mais fortes marcas culinárias da Serra Gaúcha: as massas acompanhadas de galeto, polenta e radicci, servidas sempre com um bom vinho.

Aos visitantes que se encantam com a fartura e o sabor peculiar destas receitas de família, de ingredientes simples e servidas por gente de gestos largos, voz alta e sotaque carregado, vamos contar um segredo: essa história só chegou até aqui, porque o tempero de cada prato foi carregado de coragem, esperança e alegria.

Mangia bene!